Os sindicatos que representam os trabalhadores nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas decidiram atuar de forma conjunta diante do processo de terceirização anunciado pela gestão municipal. A medida tem como objetivo buscar, por meio da Justiça, esclarecimentos formais sobre o modelo proposto e seus impactos na rede pública de saúde.
De acordo com as entidades, a principal preocupação está na falta de transparência sobre os critérios, a forma de execução e as garantias relacionadas aos direitos dos profissionais que atuam nas unidades. Os sindicatos destacam que qualquer mudança na gestão da saúde precisa ser conduzida com responsabilidade, planejamento e diálogo com os trabalhadores, por meio das instituições que o representam legalmente.
Participam da mobilização o SEET, presidido por João Batista Alves das Neves; o SINTRAS, presidente Manuel Miranda; o Sindicato dos Farmacêuticos, presidente Renato Soares; o SISEMP, a Vice-Presidente Laura dos Anjos; o SINBIOMED, presidente Paulo Cesar; além da CTB, por meio de seu presidente Haroldo Soares e a advogada Amanda Kely, assessora jurídica do SEET.
Outro ponto levantado é a necessidade de assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços prestados à população. Para as entidades, decisões dessa magnitude não podem gerar insegurança nem para os profissionais, nem para os usuários do sistema público de saúde.
Diante desse cenário, os sindicatos irão ingressar com as medidas judiciais cabíveis para obter informações detalhadas sobre o processo de terceirização, além de garantir que os direitos trabalhistas sejam respeitados e que não haja prejuízo no atendimento à população.
As entidades reforçam que seguem abertas ao diálogo, mas ressaltam que não abrirão mão de defender os trabalhadores e a saúde pública de Palmas com firmeza e responsabilidade.
Por Ascom SEET




